domingo, 30 de março de 2014

Chegou à hora


Cascavel é um retrato do que é o Brasil. A cidade, tem obras paradas em função da administração pública ser despreparada e inoperante, tanto em âmbito local, estadual e federal. Exemplos como os de Cascavel, se repetem por todo o território, porem uma mudança só acontece em um começo. Essa tese quer mostrar a importância da discussão para gerar a mudança.
Políticas voltadas à reeleição perpetuam figuras repetidas, anos e anos a frente da maquina pública. Um apontamento da gazeta do povo no Paraná, revela que 70% dos políticos do estado vem de famílias que já se mantém há vários anos no poder. Esse simples fato de tradição política já prova a tese de que o brasileiro deve se tocar para a situação do país e que só depende dele e de seu voto a mudança.
A obra do teatro em Cascavel , se arrasta há mais de 10 anos. 7 milhões já foram gastos para colocar a obra no estágio atual, no entanto a conclusão além de muito tempo, deve tomar pelo menos mais 7 milhões. Uma obra que tinha prazo de 24 meses para ficar pronta, se transformou num problema que ultrapassa mandatos e não é resolvido.
A UPA III é outra obra que tem recurso federal, e que demonstra que o despreparo não é só do município, mas também do estado. Obra  fundamental para atender uma região que fica distante das demais Upas, está parada pela falta de planejamento para contratar funcionários. Dinheiro existe afinal o país arrecada milhões, mas os gestores estão incapacitados tanto na sua inoperância política, quanto na capacidade técnica.
Um terceiro exemplo reflete diretamente um problema que o cidadão sofre na pele, a situação das creches. Em 2013, 7 foram inauguradas tardiamente , hoje 5 estão prontas mas não operam por falta de estrutura. Ao se deparar com essa realidade, uma comunidade que depende diretamente desse serviço publico deveria se revoltar profundamente. Em tese deveria.
O brasileiro acostumou-se  a ser passivo com a forma política do país. Só no Brasil, afinal o embate político existe em outros países e não é tão prejudicado pelos interesses pessoais, como é prejudicado aqui. Essa reflexão demonstra seu profundo descontentamento em relação a má administração pública, mas cobra da população uma postura crítica na escolha de suas lideranças.
Esse processo bem feito será um transformador social. Engajamento político na sua comunidade, no seu bairro e na sua cidade inicialmente colocará boas lideranças na disputa final. A hora de trabalhar para a mudança política brasileira é agora. Independente da sua visão, o brasileiro deve discutir a política. Essa é a visão que se torna necessária dia após dia.
Se esse arranque acontecer, situações como o Teatro, a UPA ou as Creches, ficarão só no campo das hipóteses. A hora é de começar, o momento é agora.

Editorial destinado a matéria em sala de aula - Diego e Alessandra - Jornalismo Univel 2014.

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