segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Quando hematomas provocam sorrisos.

Recebi esse texto e achei fantástico!

"Pergunte para as mulheres sobre  “uma transa perfeita” e certamente todo tipo de resposta vai surgir. Algumas relacionadas ao amor e romantismo, outras a performance, as técnicas, ou fantasias... podem surgir respostas estranhas e outras até engraçadas, não duvide se algumas nem souberem como responder...
Falar sobre sexo talvez seja mais complicado do que fazer, para as mulheres principalmente. Existem medos, tabus, preconceitos e muita hipocrisia! A obrigação de atrelar o sexo ao amor e ao compromisso é opressora e muitas vezes, é fator decisivo que condena o prazer. Quem admite isso recebe rótulos, por isso seguimos o fluxo: sendo normais e sexualmente corretos.
Sendo uma mulher prática e bem resolvida, se me perguntassem um tempo atrás eu responderia sem hesitar: Uma transa perfeita tem a ver apenas com instinto! Algo do tipo: tesão entre os envolvidos, o momento certo, sem muita firula, deixar a coisa fluir... natural e selvagem!? Hahaha! Nessas horas a gente é meio que nem bicho mesmo, então deixar que o instinto comande já seria a garantia. Bem... o mundo gira, vivemos coisas novas e temos oportunidade de reconstruir nossas opiniões (felizmente!).
Hoje estou inspirada, resolvi imaginar a tal transa perfeita e porque não: escrever sobre ela!! Vamos lá: A transa perfeita não tem a ver com nenhum estereotipo, não precisa de extremos e continuo achando que o instinto pesa muito.  Em primeiro lugar tem que ter tesão, aquela coisa louca de acelerar a respiração só de encostar na pessoa, tem que ter muito beijo, tem que gostar do cheiro, da pele, do toque do outro... a vibe tem que combinar. Os dois tem que desejar em igual intensidade, ficando confuso até definir: como foi que viemos parar aqui? O aqui pode ser uma cama, uma mesa, o chão, uma cadeira, um carro, uma escadaria, uma sacada, uma cachoeira, um penhasco ou qualquer lugar... na transa perfeita isso é o que menos vai importar. A gente nem lembra depois como foi que tirou a roupa, as coisas vão acontecendo sozinhas. Não é necessário cenário e ensaio, acontece e pronto!
Sem firula, sem apetrechos malucos, sem personagens... pode ter pegada forte, pode ter mordida, palavrão, baixaria, puxão de cabelo e até uns tapinhas. Mas no meio tem carinho, frases sussurradas, palavras doces e beijo no pé. A arte de combinar safadeza e ternura em  doses exatas.
Tem falta de ar, tem um quase desespero, vontade de gritar...  O timing é perfeito e sim, é mágico...
A transa perfeita faz o mundo parar, não tem relógio, não tem mais ninguém e não existe lá fora. Depois que acaba traz sossego, aquela preguiça boa e vontade de ficar aninhado. Sem obrigação forçada de falar nada... o jeito de abraçar e a respiração do outro substituem as palavras.

A melhor parte do depois é lembrar... Reviver tudo na cabeça e ficar em dúvida: aconteceu mesmo, pode ter sido um sonho ou a imaginação? E aí vc se olha no espelho e encontra marcas, benditas estas, que foram deixadas como uma prova de que vc não está louca! Nessa hora a gente ri por constatar que até hematomas podem fazer sorrir..."

Autor Desconhecido.

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